domingo, fevereiro 15, 2009

Amores e Paixões

Tem uma música da banda Anjos do Hangar que diz: só se ama uma vez, o resto são paixões que se vão e vem. Fiquei anos me debatendo para tentar traduzir o que isso realmente significa. Desisti e resolvi perguntar a uma amiga, que amava esse trecho, qual o significado disso. Ela me respondeu o óbvio: que só se ama uma vez, o resto são paixões que se vão e vem. A questão é que ela me lançou uma dúvida: quando que seria amor? E quando que seriam só paixões?

Corram! Entrem em pânico! Só amamos uma vez na vida. E tu nunca não vai saber quando será amor e quando será só paixões. A questão é que, se amamos somente uma vez, e não dá certo com a pessoa que amamos, perdemos a nossa única chance? E se desperdiçarmos a única oportunidade, vamos passar o resto da vida nos condenando por ter perdido ela? Será mesmo que temos direito a um único amor nessa vida? Será que essa música é verdadeira?
Talvez isso possa ser verdade. Talvez, amamos alguém somente uma vez na vida. Só uma pessoa seria capaz de fazer a gente largar tudo por ela. Isso me lembra muito Carrie e Mr. Big. Eles terminaram, e ela continuou sua vida, sua busca por novos amores. E, por mais que ela avançasse, ela comparava os novos pretendentes com Mr. Big. Será que ele era o amor da vida dela? O fato de ele ter se tornado um parâmetro para futuras paixões dá a ele o posto de amor da vida dela? E será que, por mais que sigamos em frente, aquele amor mal resolvido, lá do passado, sempre vai seguir conosco?

Não existe visão mais pessimista, um único amor, que a propagada por essa música. Alguns relacionamentos nos fazem sofrer, causam frustrações. Mas, mesmo que aquele amor não tenha dado certo, cadê a fé de seguir em frente, levantar a cabeça, e sacudir a poeira? Se não deu certo com o amor, pode dar com as paixões. Talvez, com as paixões, não seja a mesma coisa que é com o amor. Talvez, seja melhor. O amor nos faz jogar tudo pro alto em nome dele. As paixões nos jogam para o alto e ficam esperando enquanto caímos para nos segurar em seus braços para que não nos despedacemos. Talvez, aí reside o melhor das paixões: a gente não se perde quando se entrega à outra pessoa.

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