segunda-feira, abril 20, 2009

Alma gêmea ou almas gêmeas?

Minha rotina é agitada. Tanto que vivo me queixando da falta de tempo para fazer qualquer coisa que eu tenha vontade de fazer. No entanto, não parar é bom muitas vezes. Emendar uma coisa na outra é ótimo, nos poupa do parar para pensar. Que é o que está acontecendo comigo nesse momento: parei para pensar. Cheguei a conclusão: como é ruim estar sozinho.

Não falo no sentido de ter uma vida vazia, sem nada, o que também é muito ruim. Falo da necessidade de ter alguém especial, a metade da laranja. E bato na tecla de que ninguém aqui é laranja, muito menos panela. Mas todo mundo uma hora ou outra vai ter um ataque de carência, uma vontade de ser de alguém por mais que tenha zilhões de projetos, atividades de recreação e momentos de lazer. Pode ser vendo um filme, ouvindo uma música ou vendo a foto de um casal junto. A pior forma de despertar essa carência é a última: ver alguém feliz e querer ser igual. Esquecer que muitas vezes os filmes e as fotos só retratam a parte boa da vida. Afinal, se é para ver e registrar desgraça, é melhor nem olhar filmes, basta a minha vida – pensa a pessoa fazendo seu habitual drama.

Então a gente pensa que um dia tudo vai dar certo, que um dia alma gêmea vai chegar. Engraçado: alma gêmea! Esse ano eu escrevi um texto com uma frase que me fez ficar pensante até agora (porque eu não sei como vai ser daqui pra frente): “a alma gêmea não avisa quando ela está passando por você”. Usei a expressão me referindo que quando alguém passa pela gente, não sabemos se a pessoa vale a pena, se ao nos relacionarmos com ela, dará certo . Só que saiu de mim: alma gêmea. Será que existe? Onde ela está? Tem um episódio de Sex and the City (primeiro da quarta temporada) falando só sobre isso, e com certeza devem existir mais referencias bibliográficas acerca desse conceito que aprendemos logo que nascemos.

Se eu acredito em alma gêmea? Claro que sim. Elas existem nos contos de fada e em ficções derivadas daí. Vida real? Não existe. Ninguém é igual a ninguém. Às vezes, gostamos justamente de alguém que é o nosso oposto. A outra pessoa é aquela parte que a gente gostaria de ser. Às vezes gostamos de alguém que é mais ou menos como somos. Talvez eu deveria parar de tentar procurar explicações, já que Renato Russo ditou uma máxima: quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?

Defendendo a tese de Carrie Bradshaw, existem almas gêmeas. No plural. Cada pessoa que estabelecemos um vinculo, só o estabelecemos pelo fato de possuirmos algo em comum com ela, o que criaria a concepção de gêmeas. No entanto, é só uma parte que é gêmea, não a alma inteira. Mesmo assim, existem várias partes de almas gêmeas espalhadas pelo mundo afora. As que passaram deixaram sua marca, as que estão por vir nos reservam bons momentos (ao menos no início). Enquanto isso, o mundo vai girando, e a gente não para de correr. Cumprindo a rotina cotidiana até que alguém caia do nada e muda o script.

E tu, o que achas de alma gêmea? ;)

Um comentário:

Lívia Bastos disse...

Eu acho mesmo que ela existe. Não só em contos, como disse. E também não acho que ela seja igual a outra, na verdade, deve ser mesmo o oposto, de forma a se complementarem.