sábado, junho 20, 2009

na confusão da montanha-russa

é quase meia noite e meia, tá tarde, já me programei para fazer zilhões de coisas amanhã. no entanto, tô aqui, online, em mais uma sexta-feira a noite. eu deveria ter ido dormir, porque escrever esse post vai me tomar uns vinte minutos/meia-hora. a razão por que eu tô escrevendo? simples. tava navegando na vida, digo, na internet e achei um comentário do gênero: me fudi no trabalho, na faculdade e o amor não anda lá essas coisas. poizé, não tô na mesma situação, mas parece que o último item é o que mais conta. tem um episodio de will and grace que eles comentam: se a vida amorosa tá bem, tudo tá bem. se é assim, não sei.

me enche o saco falar de amor, porque eu sou desses. quer puxar assunto comigo? venha falar sobre amor, relacionamentos, embora isso tenha mudado de uns tempos pra cá. gosto e não gosto, quero e não quero. a pior coisa da vida é quando tu apostas todas tuas fichas num jogo só, e nem sempre isso é sinonimo de ganhar. às vezes, conforme o andar da carruagem, algumas abóboras machucam as outras, e tu não consegues entregá-las intactas. algumas marcas ficam, mostrando um reflexo da trajetória até aí. isso só reflete o quanto a vida é imperfeita, por mais que tu se dedique, se mate, alguma coisa poderia ter sido diferente, ter sido melhor.

talvez eu crie expectativas demais, teorize demais e viva de menos. o mais engraçado é que as coisas estavam se encaminhando para um caminho que eu até tava gostando, mas do nada as coisas tomaram outro rumo e socorro. parece que o mundo está despencando agora. nunca vou me esquecer daquela sábia comunidade: quero morrer só um pouquinho. sabe quando tu não vê saída? a melhor solução é essa, porque depois tudo se ajeitaria e tu voltaria a viver. talvez seja assim mesmo, vamos morrendo aos pouquinhos, a cada enfretamento de problema que passamos. é aquele poema do quintana, da primeira vez, levaram um jeito de sorrir. não sei se é assim, mas eu sei que aos poucos foram levando tudo o que ele tinha. isto é, ele foi morrendo aos poucos.

bizarra essa vida. tudo é cíclico. tudo é uma montanha-russa. o que te conforta é que tu sabe que anda pra frente, e sabe que nisso quando estiver de cabeça pra baixo, andando pra frente é bem provável que tu vire de cabeça para cima. às vezes se anda um pouco mais de cabeça para baixo, mas uma hora as coisas viram de novo de cabeça para cima. bagunça, bagunça, bagunça. de tanto girar, a cabeça fica uma bagunça. quanto mais eu penso, mais eu chego perto das conclusões e mais sem conclusões eu fico. dar-se conta das coisas como elas são é chegar perto das conclusões, ver que elas estão num buraco mais embaixo, é ficar sem elas. sabe que a melhor conclusão que eu já cheguei é que felizes são os animais que não pensam, apenas vivem. quanto mais se pensa, mais se produz conclusões que não levam a lugar algum.

nem tô, vou publicar mesmo assim, sabendo que é um rascunho. em tom confessional, o que eu odeio, mas beleza. tô na vida pra se expor.

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